O sexo é visto como algo decisório em uma relação. Ele é o ponto de partida para uma coisa, mas também o ponto de termino de outra. Na realidade, ele deveria ser apenas um complemento e não o divisor de águas de toda relação.
Se você o faz no primeiro encontro, és visto com falso juízo. Se não o faz muitas
vezes deixa de experenciar trocas de energias que só aquele ser poderia lhe proporcionar. E fica sempre a incógnita quando o desejo lhe domina a cabeça: ceder ou não ceder? E o que está em jogo em toda essa trama? Relações? Desejos? Moralidades?
Ou pura perpetuação do próprio pecado? Sensações pulsam. E depois do desejo, do
suor no corpo e do beijo o que mais acontecerá? Tapas, mordidas e carícias. O
que mais há de se pensar? Continuar, amar e desejar? Ou difamar, julgar e
esquecer?
Que lance louco, paralítico e dúbio. Ainda é difícil lidar com todos esses
conceitos que permeiam um simples ato. Ou complexo ato? Ainda não sei. Só sei
que me provoca arrepios. Sexo para mim é a ambigüidade do próprio desejo.
Rany Kiihl
quinta-feira, 17 de março de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
DIFERENÇA É IGUALDADE
No que você acredita? O homem veio de Deus, ou da evolução? Seja em qual das teorias você deposite sua fé, havemos de concordar que o homem veio de uma fonte só. Seja ela maior, ou um antecessor, todos viemos do mesmo lugar. Apesar disso, desde sempre pessoas pensam diferente, gostam de coisas diferentes, agem diferente. E o que determina isso? Por que cada um pensa de uma forma?
Teoricamente, o mundo começou na Europa. A literatura, a navegação, a filosofia, enfim. Tudo teve início lá. Com isso, o conhecimento levado com os navegadores às colônias, os levava a pensar que eram superiores aos colonizados. Desde então, a noção de que o diferente é inferior tem se espalhado. E passeando pela história, vimos que isso causou atrocidades. Massacres como os de índios brasileiros durante o início da colonização, como o do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, e como o do Apartheid em anos mais recentes na África do Sul. Tudo começou por achar o outro menor, inferior, submisso.
Não estou afirmando que você matará alguém por não gostar do tipo de pele, ou do lugar de onde ele veio. Mas porque pensar dessa forma? O sangue que corre na sua veia é diferente daquele que corre na veia de um negro? De um índio? De um homossexual? De um judeu? De um pobre? De um nordestino? A resposta é taxativa: NÃO! Como já disse no início do texto, todos viemos da mesma fonte. O que te faz pensar que és melhor que teu próximo? Só por que tua família tem dinheiro? Só por que tua pele é clara? Só por que mora em bairro nobre? Isso não te faz nem um pouco melhor do que ninguém. Só te faz diferente. Vivemos no país da diversidade, vemos isso no dia-a-dia. Julgar o outro por não ser igual a você é burrice.
Diferença não é erro. Não é falha. Não é inferioridade. Diferença é normal.
Teoricamente, o mundo começou na Europa. A literatura, a navegação, a filosofia, enfim. Tudo teve início lá. Com isso, o conhecimento levado com os navegadores às colônias, os levava a pensar que eram superiores aos colonizados. Desde então, a noção de que o diferente é inferior tem se espalhado. E passeando pela história, vimos que isso causou atrocidades. Massacres como os de índios brasileiros durante o início da colonização, como o do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, e como o do Apartheid em anos mais recentes na África do Sul. Tudo começou por achar o outro menor, inferior, submisso.
Não estou afirmando que você matará alguém por não gostar do tipo de pele, ou do lugar de onde ele veio. Mas porque pensar dessa forma? O sangue que corre na sua veia é diferente daquele que corre na veia de um negro? De um índio? De um homossexual? De um judeu? De um pobre? De um nordestino? A resposta é taxativa: NÃO! Como já disse no início do texto, todos viemos da mesma fonte. O que te faz pensar que és melhor que teu próximo? Só por que tua família tem dinheiro? Só por que tua pele é clara? Só por que mora em bairro nobre? Isso não te faz nem um pouco melhor do que ninguém. Só te faz diferente. Vivemos no país da diversidade, vemos isso no dia-a-dia. Julgar o outro por não ser igual a você é burrice.
Diferença não é erro. Não é falha. Não é inferioridade. Diferença é normal.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
DE$EMBRO
É Natal. Tempo de confraternização, blá, blá, blá... Todo fim de ano é a mesma história: Amigo oculto, filmes com Papai Noel, ruas cobertas de vermelho e verde piscantes, e muito, mas muito consumismo. O Natal é mesmo tempo para confraternização? Ou seria melhor dizer que é tempo de capitalização?
Tradicionalmente, no Natal comemora-se o nascimento de Cristo, que veio para salvar a humanidade do pecado. Mas analise: em algum momento você pensou em Jesus quando comprou um presente? Ou quando o shopping tava lotado, e a fila do caixa era imensa, alguma vez Jesus esteve em seus pensamentos? Eu duvido muito. Você deve até ter dito: “meu Deus, que fila enorme!”, mas diretamente, você não pensou em Jesus. Na verdade, é muito pouco provável que Cristo tenha nascido em Dezembro. Em Israel, faz frio nessa época do ano. Dificilmente Maria conseguiria ter seu filho numa noite gelada dentro de uma manjedoura. Esse fato já foi confirmado inúmeras vezes tanto por cientistas, quanto pela Igreja. Porém, alega a Igreja, o Natal em Dezembro já é uma tradição, então é melhor deixar como está.
No fim, quem sai beneficiado do Natal? Você, que gastou uma nota com o amigo oculto, e ganhou um porta-retrato? Jesus, que lá do céu observa tudo, e vê que todos estão comemorando seu aniversário na data errada? Ou burgueses que tem seus cofres esburrando dinheiro de um monte de gente que se deixou levar pelo “espírito natalino”?
“Mas tradição é tradição. Pra quê mudar? Está bom assim!”. Não concordo que uma tradição que me obrigue a dar presentes seja boa. Quero dar presentes quando me der vontade, pra pessoas que eu gosto. Não pra aquele chato do escritório que eu dei o azar de pegar o nome dele num saquinho cheio de nomes. Quero demonstrar meu carinho durante todo o ano, quero confraternizar sempre, quero que as pessoas que são queridas possam se juntar com mais freqüência. E tenho certeza de que não preciso de tradição nenhuma pra isso. Só preciso de amor mesmo. E amor eu tenho de sobra.
Tradicionalmente, no Natal comemora-se o nascimento de Cristo, que veio para salvar a humanidade do pecado. Mas analise: em algum momento você pensou em Jesus quando comprou um presente? Ou quando o shopping tava lotado, e a fila do caixa era imensa, alguma vez Jesus esteve em seus pensamentos? Eu duvido muito. Você deve até ter dito: “meu Deus, que fila enorme!”, mas diretamente, você não pensou em Jesus. Na verdade, é muito pouco provável que Cristo tenha nascido em Dezembro. Em Israel, faz frio nessa época do ano. Dificilmente Maria conseguiria ter seu filho numa noite gelada dentro de uma manjedoura. Esse fato já foi confirmado inúmeras vezes tanto por cientistas, quanto pela Igreja. Porém, alega a Igreja, o Natal em Dezembro já é uma tradição, então é melhor deixar como está.
No fim, quem sai beneficiado do Natal? Você, que gastou uma nota com o amigo oculto, e ganhou um porta-retrato? Jesus, que lá do céu observa tudo, e vê que todos estão comemorando seu aniversário na data errada? Ou burgueses que tem seus cofres esburrando dinheiro de um monte de gente que se deixou levar pelo “espírito natalino”?
“Mas tradição é tradição. Pra quê mudar? Está bom assim!”. Não concordo que uma tradição que me obrigue a dar presentes seja boa. Quero dar presentes quando me der vontade, pra pessoas que eu gosto. Não pra aquele chato do escritório que eu dei o azar de pegar o nome dele num saquinho cheio de nomes. Quero demonstrar meu carinho durante todo o ano, quero confraternizar sempre, quero que as pessoas que são queridas possam se juntar com mais freqüência. E tenho certeza de que não preciso de tradição nenhuma pra isso. Só preciso de amor mesmo. E amor eu tenho de sobra.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Esperança
O que eu quero é uma mulher pra chamar de minha.
Mesmo que não vá pra frente, quero ter isso por um tempo. Saber como é.
Mesmo que eu vá sofrer quando acabar, quero curtir enquanto estiver acontecendo, sentir o carinho.
E quando acontecer, darei meu máximo pra que seja bom. Sim, tenho fé.
Mesmo que não vá pra frente, quero ter isso por um tempo. Saber como é.
Mesmo que eu vá sofrer quando acabar, quero curtir enquanto estiver acontecendo, sentir o carinho.
E quando acontecer, darei meu máximo pra que seja bom. Sim, tenho fé.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Ciúme de você
"As mulheres não gostam do ciúme do homem que não amam, porém lhes desagrada bastante que o homem amado não demonstre algum ciúme." - Ninon de Lenclos
Eu sinto, você sente. Não dá pra negar que ciúme é algo que vez por outra nos consome. Pode ser de um amigo que começa a sair com outra galera, do irmão mais novo que recebe mais atenção dos pais, ou, o pior, daquela pessoa que é importante pra você.
Engraçado é que tento mentir pra mim mesmo, dizer que é normal isso que ela ta fazendo, que não tem nada a ver, e mostro que não estou nem aí. Mas no fundo mesmo, tenho vontade de dizer que não era pra você ter ido, que não gostei daquele cara, ou do jeito como você o abraçou. Deveria eu falar disso com você. É, mas e o medo de passar por ridículo? Realmente pode não ter sido nada, e eu estou fazendo tempestade em copo d’água. Mas não dá pra negar que isso me incomoda.
Quem me dera se sua amizade fosse só minha, e que você sentisse a mesma necessidade de desabafar comigo, como eu sinto de desabafar com você. Se você sentisse de mim o tanto de saudade que eu sinto de você. Que você não tente me substituir, e que a nossa relação seja perfeita enquanto estivermos vivos.
Eu sinto, tento não demonstrar, mas sinto mesmo. Quero que você fique comigo o tempo todo, que me dê atenção, e que fique bem ao meu lado. Que seja feliz quando está comigo, e que não seja tão feliz assim quando está com outro. Essa é a verdade, mesmo que eu não mostre (muito).
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